Saiba o que significa desospitalização e qual a sua importância para os pacientes

desospitalização

A desospitalização é um método aplicado geralmente a tratamentos de pacientes crônicos, que vem ganhando espaço em hospitais e clínicas.

 

Embora tenha de obedecer a critérios rígidos, é uma forma de até permitir maior bem-estar aos pacientes.

 

O objetivo da prática é possibilitar cuidados paliativos a pacientes que estejam estáveis e tenham condições de continuar o tratamento em casa. Entretanto, em situações específicas pode ser necessário a realização de procedimentos presenciais.

 

Essa decisão deve ser cuidadosamente avaliada pelo médico responsável, o único que pode determinar se ela deve acontecer.

 

Para entender mais sobre o processo, sua importância e impactos para os pacientes, continue a leitura!

O que é desospitalização?

Desospitalização é o ato de dar alta hospitalar a um paciente que esteja em uma clínica ou hospital, a fim de continuar seu tratamento não internado, através do home care.

 

O objetivo é permitir que o paciente que tenha condições possa continuar sua recuperação em casa, recebendo assistência médica, próximo de seus entes queridos e com maior bem-estar e acolhimento familiar.

 

A decisão deve ser tomada por um médico ou equipe médica responsável, podendo haver uma avaliação interdisciplinar em determinados casos.

 

Mas somente profissionais habilitados para essa avaliação podem participar da tomada de decisão, que é de muita responsabilidade e requer análise cuidadosa da situação de cada paciente.

 

Os riscos e condições devem ser explicados ao paciente e aos familiares, a fim de que possam colaborar para o tratamento à distância e agir conscientemente em todas as etapas. Com a devida instrução, também podem identificar quando acionar a equipe responsável o mais rápido possível no caso de qualquer necessidade.

Áreas que atuam com home care

Nesse caso, cabe ressaltar que em alguns casos de desospitalização, os cuidados no formato home care podem ser indicados pelas equipes para conduzir os atendimentos e atenção ao paciente, no conforto de sua casa.

 

Em tal situação, a clínica deve disponibilizar equipes, recursos e condições para que regularmente o paciente receba o que necessita.


Em outros casos, o plano ou o paciente irá providenciar o acesso a tais profissionais. Essas questões burocráticas, financeiras e administrativas também devem ser analisadas caso a caso. Porém, em qualquer caso o paciente precisa de autorização de seus médicos para desospitalizar e receber atenção em local residencial.

 

Além disso, a telemedicina pode ser aliada em determinadas circunstâncias, quando o paciente precisa de orientações e avaliações que podem ser recebidas com o auxílio de tecnologias de comunicação. 

 

As teleconsultas, quando indicadas, também podem complementar o tratamento, sendo uma alternativa para receber orientações mesmo à distância, desde que realizadas dentro das diretrizes regulamentadas.

 

O importante é que o estabelecimento garanta a segurança do paciente. Alguns recursos podem contribuir para que o local ofereça os cuidados necessários, como a prescrição digital.

 

São áreas que costumam aplicar o home care:

  • Enfermagem
  • Psicologia
  • Geriatria
  • Fisioterapia
  • Clínica geral
  • Terapias
  • Nutrição
  • Fonoaudiologia

 

Quando se trata de home care, o mais importante é que o estabelecimento garanta a segurança do paciente. Alguns recursos podem contribuir para que o domicílio ofereça os cuidados necessários, como a prescrição digital e visitas programadas da equipe médica.

Benefícios da desospitalização e do home care

Desde que não haja maiores riscos para o paciente, nem a estrita necessidade de permanecer internado para observações mais cautelosas, a desospitalização pode trazer um gerenciamento mais adequado da situação para a clínica e para o paciente.

 

Contudo, o maior motivo é o próprio bem-estar deste paciente, quando essa situação é possível devido ao quadro estável dele.

 

Pode-se também destacar outros benefícios para o paciente no processo de desospitalização:

 

Redução do tempo de internação

Assim que houver condições, é possível reduzir o tempo de internação com a desospitalização, o que também pode ser benéfico para o paciente por diminuir o tempo de exposição ao ambiente hospitalar e até reduzir risco de infecções.

 

Atendimento humanizado tendo contato com familiares e amigos

Por meio da desospitalização, o paciente recebe os cuidados médicos necessários ao mesmo tempo em que está mais próximo de familiares e amigos, o que pode contribuir muito para seu bem-estar e redução de ansiedade, humanizando ainda mais o atendimento.

Os 3 pilares da desospitalização

Para que a desospitalização possa acontecer, existem alguns pilares:

 

Medicina baseada em evidências

Para que indicações sejam feitas no sentido de desospitalização de um paciente, precisa haver consenso baseado em medicina com evidências. Isto é, precisa haver exames, laudos, pareceres e avaliações suficientes que forneçam informações claras e seguras a respeito das condições daquele paciente em continuar seu tratamento recebendo cuidados em domicílio.

 

Nenhuma orientação nesse sentido deve partir de achismos ou opiniões não fundamentadas por evidências que sejam claras e concretas.

 

Decisão compartilhada

 

Em seguida, a decisão precisa ser tomada em conjunto, com o médico e todos os profissionais envolvidos no atendimento, de modo que tudo seja feito com extrema responsabilidade.


É preciso também que haja o compartilhamento dessa decisão com o paciente e sua família, a fim de que seja possível averiguar se há condições para que a desospitalização seja feita. No entanto, é muito importante levar em conta as condições domiciliares do paciente. 

 

Tecnologia

 

Por fim, um dos pilares para que a desospitalização ocorra é que exista tecnologia suficiente à disposição para o atendimento do paciente continuar sendo realizado com qualidade fora do estabelecimento de saúde.

 

É necessário não só que tenha como transportar algum tipo de equipamento ou tecnologia à casa quando o acompanhamento exigir, como no caso de sessões específicas de alguma especialidade, como principalmente haja o suporte pronto de comunicação com a clínica ou hospital sempre que um atendimento emergencial for necessário ou orientação. 

Quando é certo fazer a desospitalização?

 

Como se pode ver, a desospitalização é um procedimento que requer muita responsabilidade, tanto da equipe médica quanto do paciente e seus familiares.

 

Para que ela possa ocorrer quando estritamente indicada pelo médico que acompanha o paciente, é imprescindível também que o estabelecimento esteja pronto para prestar assistência de forma rápida e eficiente.

 

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